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Não subestime o período do namoro

  • Foto do escritor: psicovanessadealmeida
    psicovanessadealmeida
  • 12 de jun. de 2023
  • 2 min de leitura

Atualizado: 29 de jun. de 2023

Há quem cometa atropelos e pulam etapas essenciais para o conhecimento de sua parceria.


Namorar é conhecer sobre e com o outro, é um período em que se pode avaliar se aquela pessoa escolhida e você também serão dignos de construir um futuro juntos, observando preferências, gostos, interesses, valores negociáveis e inegociáveis, costumes familiares, bagagem emocional, intenções, pensamentos sobre temas polêmicos, posturas sobre a vida, filhos, política, futebol, comida, profissão, o que fere, o que emociona, o que alegra, o que deixa triste, viagens...


Se todo casal pudesse fazer esse sobrevoo na época do namoro, ganhariam tempo para a felicidade e a aprendizagem da negociação de diferenças que aparecem em qualquer ciclo, seja no namoro ou no casamento.


E isso não quer dizer que essa aprendizagem se esgote ao longo tempo, ao contrário. À medida que vamos vivendo novas experiências, mudamos. Vamos precisar fazer novos acordos com a parceria, mas já começar na época do namoro a ter essa consciência ampla e madura nos fortalece no jogo do amor quando aparecer percalços que qualquer relação apresenta.


No casamento a coisa fica mais séria. Muitas vezes, não há tempo pro ensaio (namoro) e já logo vamos nos comprometendo nas melhores das intenções em nos segurar em ilusões de “com o tempo ele/ela muda esse pensamento”, “não tenho tempo a perder”, “se der errado, separamos”.


Mas precisamos falar para além do amor e das boas intenções. A questão é que tem tanta gente com baixa maturidade vivenciando relações insatisfatórias no casamento que ao mínimo sinal de frustração, o castelo de areia se esvai, as aflições se intensificam e o sentimento de fracasso entra pela porta da frente: acusações, injúrias, raiva, lamentações.


“Ai se eu pudesse voltar lá na época do namoro!”


Casamento envolve construção de patrimônio conjunto, finanças, possíveis filhos, convivência com as famílias de origem, ampliação de grupos de amizade, trabalho, escolhas individuais e conjugais... Será que não vale a pena experimentar, ter compromisso com o outro no intuito de saber das reais intenções dele nessa trajetória toda durante o namoro?


Óbvio, repito, que algumas ideias ainda vão amadurecer, mudar, para o amor não há garantias. Mas no namoro você pode descobrir que existem ideias que são tão incompatíveis entre o casal que não se sustentaria ao longo de um casamento com toda a bagagem mais séria que ele carrega.


Namoro é tempo de pesquisar, explorar o que cada um tem de potencial e fraqueza, é tempo de estudar sobre a sua parceria e sobre você mesmo nessa relação. Aproveite essa época com a intensidade que lhe cabe.


Casamento é tempo de expandir, testar limites, conviver ainda mais e exige um grau superior de maturidade emocional.


Não subestime o ciclo do namoro!


 
 
 

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