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Não tente competir lugar com a família de criação de sua parceria. Cada um deve ter o seu lugar apropriado.

  • Foto do escritor: psicovanessadealmeida
    psicovanessadealmeida
  • 29 de abr. de 2024
  • 3 min de leitura

Para iniciar essa conversa, quero que você traga seu conceito de limites, pois é a partir dele que devemos nortear o quanto a convivência com a família de origem de sua parceria e vice-versa, será preditora de boas relações ou de relacionamentos bastante turbulentos.


Agora, pense sobre o que a sua parceria traz sobre o que é vivenciar relações na família com limites.


Deu bom ou deu ruim?


Limites significa que a pessoa sabe transitar dentro da família, tem liberdade de participar, pertencer, se separar, dizer de si, ter suas opiniões respeitadas e saber respeitar a dos outros, ter privacidade, dizer não, ser apoiado e amado dentro desse núcleo.


E onde fica a história de não competir lugar com família de origem ou de criação da parceria?


Então, o importante aqui é você saber qual é o seu lugar nessa história. Limites e saber do nosso lugar vão andar de mãos dadas até pra você saber sinalizar quando ocorrer uma falta de limites com a família de origem de sua parceria e a relação amorosa ser prejudicada por isso.


Um primeiro aspecto a ser analisado é se a família de origem de sua parceria é tão junta a ponto de nenhum deles conseguir tomar decisões por conta própria. Isso é sinal de possível invasão de limites e de forte dependência uns dos outros. Se sua parceria vem de uma família com esse padrão, ficará difícil sinalizar limites, mas não impossível.


Será preciso aprender que a relação amorosa tem prioridade e a família de origem tem precedência. Cada um no seu lugar.


Um outro aspecto a ser analisado é se você não cobra atenção de sua parceria por ciúmes ou carências internas que acabam interferindo na relação de vocês e que nada tem a ver com o familiar que só ama a sua parceria independentemente de qualquer situação.


Aqui a atenção deve ser redobrada, pois, por exemplo, é fácil sair do papel de parceira(o) e ir pro lugar de mãe/pai dele quando existe carência interna gritando. Você começa a exigir, a orientar, a educar sobre como as coisas deveriam ser. Pior ainda, você coloca a sua parceria num lugar infantilizado.


Seu lugar é de parceira e não de mãe, irmão, pai. O afeto, o lugar, o papel são totalmente diferentes. Por que você acha que a atenção que a sua parceria dispensa ao familiar deveria ser a mesma que dispensa a você?


No lugar da parceria (esposa, marido), você negocia, abre portas para dialogar sobre assuntos difíceis, encontram denominador comum, como adultos e parceiros.


A família e o relacionamento amoroso devem ter espaço próprio em nosso coração. A convivência entre ambos deve ser respeitosa e com a devida atenção que merecem.


Sei que a realidade pode ser bem diferente e você se sentir preterido(a) em algum momento, mas esse pedido por atenção não pode ser colocado como um ultimato para sua parceria ter que escolher entre você ou a família.


E quando a convivência é invasiva, a parceria não sabe limitar, vive mais lá na família de origem que na relação conjugal e familiar próprias? Como que faz?


A saída pra isso é você analisar o que eu pedi lá no início da nossa reflexão de hoje e ponderar sobre o que pode aprender, como fazer pedidos nesse sentido, respeitar as dificuldades de sua parceria, acolher o que ela pensa também e criar um denominador comum, sem competir, mas integrando, somando.


Faz sentido pra você?


Compartilhe essa reflexão. Conhecimento bom é conhecimento compartilhado.

Vamos juntos disseminar informação?

Abraço afetuoso.


Vanessa de Almeida

Psicóloga clínica e Psicoterapeuta de Casal e Indivíduos

 
 
 

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