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Relações tóxicas dentro do contexto familiar. É possível lidar sem excluir?

  • Foto do escritor: psicovanessadealmeida
    psicovanessadealmeida
  • 27 de fev. de 2024
  • 3 min de leitura

Quando o assunto é família diversas crenças e mitos são comuns no sentido de que é um grupo sagrado, que deve ser protegido. Nada de mau nisso, de fato, o seio familiar é onde formamos nossa identidade, aprendemos sobre a vida, relacionamentos, compartilhamento, proteção, carinho, cuidado, limites...


Porém, como nada nessa vida é perfeito, as relações familiares também não seriam. Existem relações familiares que apresentam abusos e toxicidade entre seus integrantes. E quando isso vem de um pai, mãe, filho, uma figura de importância crucial, fica difícil lidar e agir, pois como a crença é de que a família deve ser preservada, precisamos refletir sobre essa premissa a partir de sua saúde emocional.


Esse relacionamento com esse familiar abusivo ou tóxico precisa ser preservado a qualquer custo? Vínculo consanguíneo é o mesmo que vínculo afetivo?


Vamos nos debruçar um pouco mais nessa reflexão...


Não é porque é um familiar que você precisa fazer um esforço enorme para conviver. Principalmente, quando isso custa a sua saúde emocional.


Libertos estaremos quando temos consciência disso, mas, ao mesmo tempo, pode vir uma culpa enorme em agir conforme essa premissa.


Mas vejamos: não é porque é da família que pode te ofender, te ameaçar, te excluir, te violentar, te maltratar, te desrespeitar. Vínculo de sangue não é sinônimo de vínculo afetivo.


Não quero incitar discórdia entre familiares, mas existem situações que passam dos limites. Você sabe mensurar e limitar essas situações?


Certo dia, ouvi um relato doloroso de um cliente que acompanhei durante algum tempo sobre a forma que a mãe expressava carinho, que era ofendendo a todos ao seu redor, inclusive o filho. Além do processo de conhecimento da história dessa mãe, justamente para humanizá-la, não se pode esquecer que o filho também é humano e pensa e sente com a própria cabeça e coração. Ele não aceitava essa forma de tratamento, não achava justa e nem se sentia merecedor, mas carente do afeto materno, estava normalizando ofensa como ato de amor.


Você sabe identificar quando as relações familiares são abusivas ou tóxicas? Te ajudo a pensar:

Você não pode ser você mesmo, sente medo de expressar as suas opiniões, é chantageado se não segue aquilo que desejam, tem sensação de “pisar em ovos” quando lida com o familiar, sente que não consegue ser autônomo, valorizado, visto, a culpa é sempre sua dos males que acontecem...


A convivência, muitas vezes, se torna um desgaste muito alto e vale repensar a frequência de interações quando isso é possível. Interações pontuais onde você pode escolher a frequência e tempo de permanência em companhia daquele ente.


E em outras situações, como abuso físico e sexual, o distanciamento se torna o melhor remédio.

Um trabalho terapêutico consistente nesse caso é realizado focando o que é a realidade do que é ilusão, pois não raro, as pessoas que vivem situações como essa criam crenças rígidas de que não se pode abandonar o familiar, que é uma pessoa horrível porque discorda do que dizem e não consegue ser como eles, que o problema é com ela...


Além disso, acolhimento e fortalecimento de sua autoestima, para que crie a possibilidade de maior contato com sua identidade, reconhecendo que sua diferença tem valor, que pode ser quem ela é!


Cultive respeito a si mesmo, se proteja.

Busque ajuda profissional se estiver passando por isso.


Compartilhe essa reflexão. Conhecimento bom é conhecimento compartilhado.

Vamos juntos disseminar informação?

Abraço afetuoso.


Vanessa de Almeida

Psicóloga clínica e Psicoterapeuta de Casal e Indivíduos


 
 
 

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