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É muito cansativo estar no controle o tempo todo

  • Foto do escritor: psicovanessadealmeida
    psicovanessadealmeida
  • há 6 dias
  • 2 min de leitura

Vocês já sentiram a necessidade de prever tudo, resolver tudo, sustentar tudo?


De pensar antes de falar, medir reações, evitar conflitos, antecipar problemas? Como se relaxar fosse perigoso?


Muitas pessoas vivem assim sem perceber.


São vistas, muitas vezes, como responsáveis, maduras, organizadas. As que “dão conta”. As que ajudam todo mundo e que raramente demonstram fragilidade.


Só de escrever essas caracterísiticas já me dá uma sensação de pressão, de angústia e fico reflexiva sobre o custo que essa forma de ser exige de nós humanos.


Viver em estado constante de controle exige vigilância emocional contínua e o nosso corpo sente e reclama! Ah, e não podemos esquecer que quem convive ao redor também sofre.


Com o tempo, podem surgir sintomas como ansiedade, irritabilidade, dificuldade para descansar, sensação de sobrecarga, excesso de pensamentos e dificuldade de se conectar genuinamente com os próprios sentimentos.


Mesmo em momentos de pausa, a mente continua funcionando como se precisasse impedir que algo desse errado:(


Em muitos casos, esse padrão não começou na vida adulta.


Pode ter raízes em histórias onde foi necessário amadurecer cedo demais, lidar sozinho com emoções difíceis, evitar conflitos, assumir responsabilidades emocionais ou crescer em ambientes imprevisíveis.


Quando a pessoa aprende, desde cedo, que precisa estar alerta para se proteger emocionalmente, o controle deixa de ser apenas um comportamento. Ele vira uma forma de sobrevivência.


O problema é que aquilo que um dia ajudou a suportar determinadas experiências pode, mais tarde, dificultar a própria vida.


Nas relações, isso costuma aparecer de formas sutis como dificuldade para pedir ajuda, necessidade de controlar situações ou pessoas, incômodo diante do imprevisível, dificuldade de confiar, sensação constante de responsabilidade sobre tudo,ou até uma dificuldade de relaxar emocionalmente perto de alguém.


Muitas vezes, a pessoa não percebe que está tentando sustentar a relação inteira sozinha.


E quem está ao lado também sente os efeitos: a relação pode ficar rígida, cansativa ou emocionalmente distante.


A terapia não trabalha para transformar alguém em uma pessoa “despreocupada” ou sem responsabilidade. Tão pouco romantiza o sofrimento.


O processo terapêutico ajuda a compreender de onde vem essa necessidade constante de controle, quais emoções estão sendo evitadas e o que sustenta esse estado de alerta interno.


A partir disso, torna-se possível construir formas mais saudáveis de lidar com inseguranças, frustrações e relações, sem precisar carregar tudo sozinho o tempo inteiro.


Viver tentando controlar tudo pode até trazer uma sensação momentânea de segurança.

Mas, muitas vezes, afasta justamente aquilo que a pessoa mais deseja: leveza, vínculo e descanso emocional.


Se você se identificou com este conteúdo e busca apoio profissional, agende uma sessão comigo.

Vanessa de Almeida

Psicóloga clínica e Psicoterapeuta de Casal e Indivíduos

WhatsApp: (31) 99294 3850


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