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Controle disfarçado de cuidado

  • Foto do escritor: psicovanessadealmeida
    psicovanessadealmeida
  • 11 de mar. de 2023
  • 2 min de leitura

Atualizado: 29 de jun. de 2023


Controle disfarçado de cuidado. Como assim, Vanessa?


Explico: quando o difícil que se vê no outro é pelo incômodo de não conseguir extrair dele aquilo que se deseja.


"Fulano é uma pessoa muito complicada, não muda mesmo." "Ciclano não se importa com a relação, pois não entende que precisa mudar para isso funcionar." "O problema da relação é você que não muda."


Essas falas podem representar ou soar nos ouvidos de quem escuta certa "preocupação" em fazer a relação funcionar, porém todas essas falas colocam a conta no bolso do outro.


Todas essas falas são MUQUERELA: tratam-se de murmúrios, queixas, reclamações e lamentações.


O que desejam no fundo é que o outro mude e aí tudo se tranquiliza. Não há trabalho para si nesse sentido, pois são falas que fecham a responsabilidade da relação no mundo da pessoa do outro lado.


Desejam controlar a ponto de fazer o discurso se tornar vitimista, apontam defeitos do outro, elaboram tramas em que o culpado só pode ser a outra parte. A parte de quem fala? Perfeita, não há nada a mudar!


Quem convive com esse tipo de discurso, pode começar a duvidar da própria capacidade de raciocinar, começa a acreditar que o problema pode mesmo ser com ela.


E a relação pode desandar de forma pouco humanizada: não há pedido, há ordens, não há espera, há cobranças, não há gratidão, há ressentimento.


O espírito infantilizado do querer a qualquer custo a mudança do outro cria um ego enorme onde não há espaço para flexibilidade, escuta do outro lado, empatia. A guerra e o cabo de força são ativados, fecham-se os ouvidos e dá-lhe: o mundo gira ao meu redor!


Adulto maduro dialoga, encoraja à mudança necessária, sabe perder, sabe ganhar. Adulto maduro escolhe!


Cuidado disfarçado de controle é quando a pessoa finge mudar e não muda. Finge cuidar da relação e não cuida. Deseja mesmo que o outro abdique de si para entregar a vida a outra parte pedinte, infantil. A mudança superficial é só pra espezinhar a outra parte e dizer: "olha, eu tentei!".


Tentou mesmo? Persistiu? Saiu da zona de conforto para aprender com o outro? Ou foi uma mudança unilateral? O outro participou da mudança, houve comunicação nesse sentido?


Quando o controle vem disfarçado de cuidado, vive-se no mundo da fantasia onde só há prazer e alegria. No mundo adulto o cuidado ao outro e consigo mesmo é levado à sério: ceder aqui e acolá, sacrificar aqui e acolá, conviver com o diferente para além de mim mesmo, respeitar aqui e acolá.


Já encontraram por aí nas suas relações controle disfarçado de cuidado?

 
 
 

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